O sensor de detonação é um componente importante do sistema de gerenciamento eletrônico do motor. Sua função é detectar vibrações características relacionadas à detonação.
Ao identificar essas vibrações, o sensor envia um sinal elétrico para a central eletrônica, que pode ajustar estratégias de ignição para proteger o motor e manter seu funcionamento dentro das condições previstas.
O sensor utiliza um elemento piezoelétrico, capaz de transformar vibrações mecânicas em sinais elétricos. Esse princípio é destacado no material técnico da Gauss.
Mas como funciona o sensor de detonação, quais sintomas podem indicar defeito e por que o torque de instalação é tão importante?
Vamos entender.
Ele é o responsável por informar a central o ponto exato da ignição para que não esteja atrasada, isso pode fazer o veículo perder potência no motor, e nem adiantado demais, o que provoca batida de pino ou o famoso "motor grilando".
O sensor de detonação funciona como um microfone que escuta as vibrações do motor do carro e as transforma em sinais elétricos. O coração dele é um cristal piezoelétrico que transforma vibrações mecânicas em tensão elétrica, quando o motor está em funcionamento as vibrações são constantes dependendo de como elas ocorrem podem indicar alguma anomalia.


A detonação é um fenômeno de combustão anormal que pode gerar ondas de pressão e vibrações características dentro do motor.
Popularmente, pode ser percebida como:
Esse fenômeno não deve ser confundido simplesmente com qualquer ruído vindo do motor.
É justamente a capacidade de detectar padrões específicos de vibração que torna o sensor de detonação importante.
Um material piezoelétrico possui a capacidade de gerar uma diferença de potencial quando submetido a esforço mecânico.
No sensor de detonação, as vibrações do motor provocam pequenas deformações no elemento piezoelétrico.
Essas deformações geram um sinal elétrico.
É esse sinal que chega à central eletrônica.

A primeira coisa que temos que saber é que cada combustível e cada rotação possui um ponto exato de ignição, então é imprescindível que a central saiba qual o combustível que está no carro e qual a rotação do motor.
Quando paramos o carro para abastecer e desligamos o motor, a central tem registrado qual a quantidade de combustível no tanque, e ao ligarmos o carro novamente ela faz a leitura e analisa se teve variação do nível de combustível, entendendo se houve ou não um abastecimento. Após isso ela precisa saber qual o combustível está no tanque e qual o novo ponto de ignição.


Para saber qual é o combustível a central recorre as informações que vem da sonda lambda ou sensor de oxigênio através de cálculos envolvendo a quantidade de ar e combustível que estão entrando no motor

Assim ela vai identificar a relação estequiométrica (ver tabela abaixo).


Para saber o ponto de ignição ela faz o seguinte:
A central atrasa o ponto de ignição em aproximadamente 15 graus e a cada 30 voltas do virabrequim ela adianta um pouco o ponto de ignição.

Quando o ponto começa a ficar adiantado demais começam a surgir as vibrações que indicam batida de pino ou motor grilando, então a central para de adiantar, atrasa em torno de um gral e meio o ponto de ignição.

Desta forma o motor ficou no ponto ideal de ignição, onde o ele vai ter a melhor performance, ou seja, máxima potência e economia.
Muito cuidado ao substituir este sensor, pois como possui um cristal dentro dele não pode ser apertado demais nem ficar com pouco aperto, caso isso aconteça ele irá enviar sinais errados para a central de injeção.

O torque de aperto do parafuso de fixação deste sensor é de 2kg, jamais ultrapassando 2,5kg.

Dependendo do veículo e da estratégia da central, alguns sintomas que podem justificar a avaliação do sensor incluem:
É importante destacar que esses sintomas não comprovam isoladamente defeito no sensor de detonação.
Falhas em combustível, ignição, compressão, sensores, chicotes e outras condições do motor também podem gerar sintomas semelhantes.
A Gauss possui sensores de detonação para diferentes aplicações dos sistemas de injeção eletrônica.
Entre seus diferenciais estão:
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