O sensor ABS, também relacionado à medição da velocidade das rodas, é um componente fundamental para o funcionamento do sistema de freio antitravamento do veículo.
Instalados junto às rodas, esses sensores monitoram sua velocidade e enviam informações ao sistema eletrônico. Quando é identificada uma condição de possível travamento durante uma frenagem, o sistema ABS pode atuar para controlar a pressão de frenagem e ajudar a manter as rodas girando.
Isso contribui para preservar a capacidade de controle direcional do veículo durante determinadas frenagens.
Mas afinal, como funciona o sensor ABS, onde ele fica e quais sintomas podem indicar problemas?
Neste artigo, você vai entender a função do sensor ABS, conhecer o princípio de funcionamento do sistema e saber quais pontos devem ser considerados durante o diagnóstico.
A história do ABS começa em 1929, com Gabriel Voisin, um pioneiro francês da aviação que desenvolveu o primeiro sistema para uso em aeronaves.

Em 1950, as travas antitravamento começaram a ser testadas em motocicletas.

Uma década depois, em 1960 agora em automóveis, o sistema ABS totalmente mecânico começou a ser usado nos carros de corrida Ferguson P99 e Jensen FF.


Nessa mesma década, foi desenvolvido um sistema ABS eletrônico para ser utilizado no avião Concorde.

Só em 1978, é que foi desenvolvido o sistema ABS utilizado até hoje.

ABS é a sigla para Anti-lock Braking System, ou Sistema de Freio Antitravamento.
Sua função é evitar o travamento das rodas durante determinadas situações de frenagem.
Quando uma roda trava, ela pode perder capacidade de aderência e controle direcional. O ABS atua modulando a pressão de frenagem para ajudar a evitar essa condição.

Uma das principais vantagens é permitir que o motorista mantenha maior capacidade de direcionar o veículo durante uma frenagem de emergência e a possibilidade de realizar manobras durante a frenagem.

Sem falar que a distância de frenagem pode chegar a até 30% menos, doque os carros de antigamente
A principal função do sensor é detectar a velocidade de rotação da roda.
Durante uma frenagem, o sistema acompanha constantemente essas informações.
Se for identificada uma condição compatível com o início de travamento de uma ou mais rodas, o ABS pode atuar sobre a pressão de frenagem daquela roda.
Esse processo acontece rapidamente e pode se repetir diversas vezes durante uma frenagem.
Os sensores instalados nas rodas monitoram continuamente sua velocidade.
quando uma ou mais rodas apresentam uma condição de possível travamento, o sistema controlado por rede CAM e pela ECU libera um pouco o freio destas rodas, o sistema atua para reduzir momentaneamente a ação do freio sobre aquela roda, evitando seu bloqueio e possibilitando manobras enquanto se está freando.

De maneira simplificada, podemos representar o processo assim:
Sensor detecta a velocidade da roda
↓
Informação é enviada ao sistema eletrônico
↓
Sistema identifica possibilidade de travamento
↓
Pressão de frenagem é modulada
↓
Roda continua girando
Esse processo ajuda a preservar o controle direcional do veículo durante determinadas frenagens.
Se você tem um carro com ABS e precisou pisar fundo no freio percebeu uma trepidação no pedal, isto foi o sistema ABS entrando em ação.

Hoje, ele é um sistema indispensável para tornar a condução de carros mais segura, mesmo em condições adversas.
Normalmente, os sensores de velocidade das rodas estão posicionados próximos aos conjuntos das rodas.

Sua localização exata depende da construção e da aplicação do veículo.
O sensor trabalha associado a um elemento de referência, cuja passagem ou variação permite determinar a velocidade de rotação.
Como existem diferentes tecnologias e construções, é importante consultar as especificações da aplicação antes de realizar testes ou substituições.
Existem diferentes tecnologias utilizadas para detectar a velocidade das rodas:

O princípio de geração e interpretação do sinal varia conforme a tecnologia.
Por isso, identificar corretamente o tipo de sensor utilizado no veículo é fundamental durante o diagnóstico.
Sensores de princípio magnético podem gerar um sinal relacionado à variação do campo magnético provocada pelo movimento do elemento associado à roda.
A frequência e as características desse sinal variam conforme a velocidade de rotação.
A central utiliza essa informação para determinar a velocidade da roda.
As características elétricas devem ser verificadas conforme o sensor e a aplicação específicos.

O sensor por efeito Hall utiliza eletrônica para produzir um sinal correspondente ao movimento detectado.
Essa tecnologia possui características diferentes dos sensores magnéticos passivos.
Por isso, os procedimentos de alimentação, medição e diagnóstico podem variar.
Antes de realizar testes elétricos, é necessário identificar corretamente a tecnologia utilizada e consultar os valores correspondentes à aplicação.

A Gauss possui diferentes modelos de sensores ABS, incluindo tecnologias magnéticas e por efeito Hall.

Como as características dos sensores podem variar conforme a aplicação, a identificação correta do veículo e do componente é fundamental durante a substituição.
Consulte o catálogo Gauss para encontrar o sensor correspondente à aplicação desejada.
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